Com o aparecimento da segunda vaga no país do vírus COVID-19, e para antecipar desde já alguns dos problemas que a sociedade oliveirense irá atravessar, os vereadores do PSD apresentaram na última reunião de executivo camarário uma proposta com 10 pontos onde constam vários apoios às famílias, empresas e instituições oliveirenses.

Nuno Pires, presidente da Comissão Política do PSD, avança em comunicado que a totalidade dos investimentos das apostas apresentadas é no valor de €1,4 milhões. “As medidas apresentadas pelos nossos Vereadores implicariam um investimento de aproximadamente € 1,4 milhões . Menos de metade do anunciado pelo executivo, em abril, e com a grande diferença que foram pensados para o imediato e não com promessas a cumprir em 2021”, refere.

A maior verba proposta pelo PSD (€200 mil) era destinada às Associações e IPSS. O PSD propôs a criação de uma linha de apoio para as IPSS no montante de €100 mil, e também a criação de uma linha de apoio às Associações de igual valor ( 100 mil).

“As nossas IPSS não podem, em alturas de crise, estar dependentes da sua tesouraria para melhorar o combate a esta pandemia. Por isso deveremos reforçar o apoio financeiro e contratualizar a realização de testes Covid nessas unidades”, justificou Carla Rodrigues, vereadora, e vice-presidente da Comissão Política do PSD de Oliveira de Azeméis

Quanto ao associativismo, Carla Rodrigues considera que “muitas vezes é uma extensão do Estado substituindo-o amiúde nas suas funções de serviço público nas áreas da ação social, do desporto, da cultura”. E avança: “Num ano em que as associações oliveirenses perderem grande parte das suas receitas, devem ser devidamente apoiadas”.

Outro ponto aponta para o “reforço do Plano de Emergência Social no montante de €50 mil”. A vereadora, e vice-presidente da Comissão Política do PSD de Oliveira de Azeméis, defendeu que “as famílias deverão estar igualmente protegidas da propagação do vírus e deverá ser reforçado o apoio as situações de emergência económica e social“.

Na área da comunicação social, o PSD avançou com uma proposta de €25 mil a serem distribuídos pelas empresas de comunicação do concelho. “A comunicação social é um garante da democracia, do contraditório, da liberdade de expressão. No caso da comunicação social regional, onde se insere a nossa, há uma função de serviço público na informação das pessoas e na ligação entre os que emigraram para terras distantes e as suas raízes. As empresas de comunicação social dependem em grande parte dos anunciantes, que também passam por grandes dificuldades. Posto isto, a exemplo do que fez o Governo, deveremos apoiar estas empresas”, justificaram os vereadores do PSD

Impulsionar a vida dos feirantes

Os vereadores do PSD mostram-se preocupados com a realidade dos feirantes que, apesar do recuo do Governo, e da decisão do executivo municipal manter a realização das feiras e mercados, “os feirantes e as suas famílias vêm o seu negócio claramente afetado fruto das medidas restritivas que afastarão muitos compradores”. E avançam com exemplos: “As freguesias de Loureiro e S.Martinho da Gândara, por exemplo, dependem muito da comercialização de produtos hortícolas”.

Com esta justificação, as propostas que foram colocadas ao executivo camarário foram a “isenção de taxas a feirantes e a aquisição dos seus produtos, que poderão ser distribuídos pelas cantinas das nossas instituições escolares e de solidariedade social, ou distribuídos em cabazes sociais pelas famílias”.

Proteção aos funcionários da Câmara

Já foram tornados públicos dois casos de colaboradores da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis infetados com o vírus Covid-19 (aqui e aqui), a vereadora do PSD Carlos Rodrigues defendeu que os funcionários da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis deverão ser protegidos e deverão dar o exemplo a todos os outros funcionários do sector público e privado”, e com esta justificação os vereadores do PSD sugeriram a “distribuição de máscaras de proteção individual por todos os funcionários da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, e a distribuição de 10 máscaras de proteção individual a cada agregado familiar”.

Proposta chumbada

Segundo o comunicado enviado pela Comissão Política do PSD “os vereadores do PS votaram contra e inviabilizaram a adoção imediata destas medidas”, isto apesar de considerar as “medidas meritórias”, “com um fim nobre” e que “fazem sentido”. Ainda segundo o mesmo documento, o presidente da autarquia referiu que “não são estas as suas prioridades”, e pediu aos vereadores do PSD que “aguardassem até ao final do ano para avaliarem que medidas adotar”.

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