Diogo Brandão, dos Grand Pulsar: “A ideia da música é conseguir transmitir uma mensagem de esperança e coragem a todos”

A canção "Respira Fundo" foi feita durante o isolamento imposto pelo vírus COVID-19 e pretende passar uma mensagem de esperança. Diogo Brandão esteve à conversa com o Azeméis.NET e ainda falou sobre o concerto realizado no Auditório Ângelo Azevedo no início do ano.

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O músico oliveirense Diogo Brandão faz parte da banda Grand Pulsar que recentemente foi notícia por em pleno isolamento devido à pandemia causada pelo vírus COVID-19 terem gravado a música “Respiro Fundo” cujo vídeo está na parte de cima deste artigo. Ele esteve à conversa com o Azeméis.NET e explica como surgiu a ideia desta música, quanto tempo demorou a fazer, e qual impacto que a atual realidade no Mundo poderá ter na vida da banda. Ainda houve tempo para falar sobre o concerto que a banda deu no Auditório Ângelo Azevedo, em São Roque, no início deste ano.

Azeméis.NETComo surgiu esta ideia de fazerem a canção “Respiro Fundo” durante a quarentena?

Diogo Brandão – Fomos desafiados pela Ana Teresa Santos, uma jornalista, blogger, que tinha uma letra que gostava de musicar, enviou-nos a letra e nós decidimos entrar no projecto. Correu muito bem, porque conseguimos criar e gravar a música em três dias. Eu em Coimbra na minha cave/estúdio e o Alex em Lisboa no quarto dele ontem algum material para produção.

Há uma mensagem clara que estão a transmitir nesta canção…

A ideia era conseguirmos transmitir uma mensagem de esperança e coragem a todos, foi com essa intenção que fizemos e produzimos a canção. A canção serve para as pessoas lembrarem-se que por momentos podem escolher pensar em coisas boas, as notícias não alteram só porque as vemos mais vezes e durante mais tempo. Podemos escolher ver e ouvir coisas que nos levam para um lugar de tranquilidade, esperança e confiança.

Como é que vcs estão a encarar este tempo? Com esperança e coragem ?

Além de ser músico em Grand Pulsar, sou produtor de música na HolyGrail, empresa que tenho em conjunto com o Alex Reis, onde escrevemos, produzimos canções e fazemos desenvolvimento artístico. Enquanto músico estou apreensivo com o futuro, todo o mercado das artes parou, há milhares de artistas, promotores, agentes, técnicos, músicos, etc…, que estão sem perspectiva de trabalho para muitos meses, nesse lote está o Alex. Estou solidário com todas pessoas que precisam de muito apoio..

Todos estamos a repensar o futuro, Temos um disco para lançar e precisamos de o fazer num momento que faça sentido para as pessoas. As pessoas vão precisar de muita música, muito carinho cultural num futuro próximo.

Invariavelmente esta pandemia afecta a vossa agenda de concertos e de trabalho…

Neste momento Grand Pulsar não tem agenda de concertos, este era o ano de lançamento do disco, e não estávamos ainda a apostar numa agenda. talvez no final do ano seja possível fazermos uma tour por alguns auditórios do país. Vamos ver.

“O concerto em Oliveira de Azeméis
foi um momento único”

Diogo Brandão

Vocês deram um concerto no nosso concelho há pouco tempo. Quem sensações tiveste ao actuares “em casa”?

O concerto em Oliveira de Azeméis foi um momento único porque tínhamos muitas pessoas no público que conheço desde criança. Aproveitamos para correr todos os riscos. Estreamos 5 canções novas, fizemos um momento acústico de improviso e contamos muitas histórias. Queremos voltar no futuro para apresentar no nosso disco.

Momento Único. Diogo Brandão atuou pela primeira vez “em casa” no dia 8 de fevereiro de 2020

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