As competições desportivas profissionais, ou equiparadas, podem realizar-se nos próximos dois fins de semana, apesar do estado de emergência que vigora até dia 23, devido à pandemia de covid-19, garantiu hoje a ministra Mariana Vieira da Silva.

“Os jogos profissionais, ou equiparados a profissionais, podem acontecer, porque são atividades profissionais e, portanto, enquadrados no âmbito das atividades profissionais que podem existir”, disse a ministra de Estado e da Presidência, em entrevista à Antena1.

Entre as medidas restritivas do estado de emergência que entrou hoje em vigor estão o recolher obrigatório noturno durante a semana (entre as 23:00 e as 05:00) e ao fim de semana a partir das 13:00 nos 121 concelhos de maior risco de contágio da covid-19.

Nestes 121 municípios, abrangendo 70% da população residente, estão incluídos todos os concelhos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Nos próximos dois fins de semana, as duas competições profissionais de futebol que se disputam em Portugal vão estar paradas, devido a compromissos da seleção e à terceira eliminatória da Taça de Portugal, mas estão agendados jogos nacionais e regionais de várias modalidades, incluindo o futebol.

No sábado, dia 14, a seleção portuguesa de futebol recebe a França, em jogo do grupo C da Liga das Nações, agendado para o estádio da Luz, em Lisboa.

Entre 20 e 22 de novembro, além da Taça de Portugal, decorre no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, a última prova da temporada de Moto GP.

O Governo anunciou, em 31 de outubro, que essa competição iria ser disputada sem público nas bancadas, decisão tomada depois terem sido divulgadas imagens de concentrações de pessoas nas bancadas sem distanciamento nem máscaras no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, disputado em 25 de outubro.

“Já foi comunicado ao promotor que o Grande Prémio de motos não terá público, porque está revelada a incapacidade de organizar eventos com público. Não podemos voltar a correr riscos, e, portanto, não está autorizado”, afirmou o primeiro-ministro, António Costa, em 31 de outubro, no final de um conselho de ministros extraordinário.

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